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Como fazer o currículo certo para mudar de emprego

 

O currículo físico está a migrar para o digital, como quase tudo. O melhor exemplo é o mercado de emprego. Daqui a vinte anos, quantas profissões terão sido substituídas por robôs ou por inteligência artificial? Um estudo da consultora McKinsey indica que metade das tarefas atualmente desempenhadas por pessoas podem ser substituídas por computadores num futuro próximo. Se antes existia um "emprego para a vida", agora, há profissões que não duram a vida toda!

 

 

Cada pessoa está equipada com um conjunto particular de competências que o mercado de trabalho reconhecerá como adequado para certa tarefa. E, de tempos a tempos, mudaremos de uma função para outra. Assim, é fundamental que cada trabalhador saiba apresentar-se, expondo as suas qualidades e mais-valias. Quer isto dizer que o currículo tradicional está ultrapassado?

 

 

Mostre o que tem para dar

 

 

Os empregadores estão pouco interessados em saber as suas notas da faculdade ou o nome do cargo que ocupava numa empresa anterior. Preferem conhecer o que aprendeu em cada um desses sítios, a experiência que adquiriu e, sobretudo, como tudo isso pode representar uma mais-valia para a organização a que se candidata.

 

Assim, explique o que fez e que resultados obteve. Afinal, o que tem mais força: dizer que foi "gestora de vendas" ou que "nos últimos doze meses, como gestora de vendas, aumentou a receita gerada em 30%"? E, por favor, não use o mesmo modelo em todas as candidaturas. Adapte o seu currículo a cada resposta, em função do cargo e da empresa em questão. É trabalhoso? Sim, mas vai tornar a sua candidatura numa história em vez de ser mais um currículo numa folha de papel.

 

Como preparar o storytelling:
> Concentre-se nos resultados e menos na função
> Adapte o seu currículo à audiência
> Pense como se diferencia da concorrência

 

Ponha-se no lugar do recrutador

 

Um currículo é, muitas vezes, uma sucessão de "eu faço isto" e "eu sei fazer aquilo". No entanto, o recrutador quer saber outra coisa: se consegue fazer aquilo que lhe será exigido. Tenha muita atenção ao que cada detalhe do currículo diz de si. Hoje em dia, dominar o Microsoft Office não é um destaque, é uma condição básica. Escrevê-lo como competência significa que não tem melhores capacidades para sublinhar. E, pior, imagine que a empresa a que se candidata usa o Google Docs em ambiente partilhado. O seu proclamado domínio do Office não só é irrelevante como indicia que pode não se adaptar à cultura vigente.

 

Juntar uma competência que ninguém valoriza ou incluir uma língua estrangeira com um nível A só para encher o seu perfil profissional não deve ser o seu foco. Como pode ajudar a empresa se só souber "olá" e "bom dia" num idioma?

 

 

O seu perfil digital é muito importante

 

Uma folha de papel é o início de uma conversa. O recrutador, se estiver mesmo interessado, vai andar a vasculhar nas redes sociais e no Google para saber mais alguma coisa sobre os potenciais candidatos. Tenha um perfil no LinkedIn atualizado e, se possível, com referências de colegas, clientes e antigos empregadores que sirvam de certificado de autenticidade para as suas capacidades. O próprio LinkedIn dá dicas sobre como construir um perfil eficaz. Se, por alguma razão, a sua participação nas redes sociais pode vir a ser um problema, previna-se e prepare uma resposta para quando o gestor de recursos humanos lhe fizer perguntas incómodas.

 

Seja criativo

 

Complete o CV com um site pessoal de apresentação: o que fez, um portfólio, se isso for aplicável, e, por exemplo, um vídeo com um antigo chefe ou colega. Tenha uma ligação para as suas redes sociais. Vai facilitar o trabalho de quem anda à procura e controlará a informação a que ele tem acesso. Não pense que é um exercício de narcisismo. Estará a demonstrar como leva a sério o seu trabalho. Se não for o primeiro a valorizá-lo, os outros também não o farão. E mostra que sabe pensar fora da caixa. O responsável pelos recursos humanos vai concluir que, se o faz durante um processo de recrutamento, também o fará no futuro emprego.

 

Seja verdadeiro

 

Sabia que metade dos candidatos a novos empregos mente ou exagera nos seus CV? Diga sempre a verdade e torne-se conhecido no mercado de trabalho pelo seu mérito. Imagine que maquilha a realidade e ninguém dá por ela. Mesmo que seja contratado, será posto à prova e acabarão por perceber que esticou a corda quando garantiu ter sido campeão olímpico de natação.

 

Seja exigente

 

O recrutador não espera outra coisa de si. Afinal, está a dar o seu melhor e a empresa que o contrata também o deve fazer. Por isso, além de um salário justo para todas as partes, garanta que o seu pacote remuneratório tem outras mais-valias incluídas como um seguro de saúde ou seguro de vida. Se o empregador não tiver solução de grupo, sugira-lhe a contratação de um seguro como o AdvanceCare Saúde Individual ou o Vida Mais Plano Proteção.