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7 trilhos imperdíveis para percorrer a pé em Portugal

É amante de caminhadas, tem um espírito aventureiro e gosta de estar em contacto com a natureza? Temos algumas sugestões de trilhos de sonho que lhe podem proporcionar experiências únicas, todo o ano. Descubra, trilho a trilho, o património natural (e cultural) do país. Pode fazê-lo sozinho, com amigos ou em família, mas divirta-se.

 

1. Vereda do Areeiro (Madeira)

O trilho da Vereda do Areeiro liga dois dos pontos de maior altitude da ilha da Madeira: o Pico do Areeiro (1817 metros) e o Pico Ruivo (1861 metros). Foi considerado um dos cinco trilhos mais curtos e bonitos da Europa pelo instagrammer britânico Peter Elia, que percorre trilhos de todo o mundo há mais de 20 anos.

O caminho, com paisagens estonteantes, inclui túneis esculpidos em rochas vulcânicas e algumas subidas e descidas íngremes. E quem o percorre tem o prazer de andar, literalmente, acima das nuvens.

Este trilho de montanha tem início junto à pousada do Pico Areeiro e termina na Casa de Abrigo do Pico Ruivo. Um dos primeiros pontos de interesse é o miradouro Ninho da Manta (nome de uma ave de rapina que aí nidificava). Deste local, é possível ver os outros elementos que compõem a paisagem, como o vale da Fajã da Nogueira, São Roque do Faial e a Cordilheira Montanhosa Central.
A Vereda do Areeiro passa também pelo Pico das Torres, o segundo ponto mais alto da ilha (1853 metros).

Quando se chega ao Pico Ruivo, é possível voltar para trás e fazer o trilho no sentido oposto ou, em vez disso, seguir o percurso que leva à Achada do Teixeira, onde se pode apanhar um táxi de volta ao Pico do Areeiro.

> Ponto de partida: Miradouro do Pico do Areeiro
> Ponto de chegada: Pico Ruivo
> Distância: 7 km
> Dificuldade: média
> Duração: 3h30

2. Passadiços do Paiva (Arouca)

Integrado no Arouca Geopark, este percurso pedestre é um dos mais conhecidos do nosso país. É um trilho formado por uma estrutura de madeira que liga a aldeia de Espiunca à praia fluvial do Areinho, numa extensão de oito quilómetros. Serpenteia a margem esquerda do rio Paiva, com subidas e descidas, e oferece uma vista única a quem nele se aventura.

A meio do trilho Passadiços do Paiva é possível tomar banho e ganhar energia para o resto da viagem na praia fluvial do Vau. Se não tem vertigens, pode atravessar a ponte suspensa e visitar a margem direita do rio.

É possível começar o trilho em Espiunca ou Areinho. Mas se não tem muita resistência física o melhor é começar em Areinho. E por quê? Porque se começar em Espiunca terá de subir quase 500 degraus no final do percurso.

Para percorrer o trilho Passadiços do Paiva é necessário comprar um bilhete. Saiba aqui quanto custam as entradas.

> Ponto de partida: Espiunca ou Areinho
> Ponto de chegada: Espiunca ou Areinho
> Distância: 8,70 km
> Dificuldade: alta
> Duração: 2h30

3. Fisgas de Ermelo (Mondim de Basto)

O trilho de Fisgas de Ermelo fica inserido na Serra do Alvão. Quem o percorre pode contemplar uma das maiores quedas de água da Europa – as Fisgas de Ermelo. A montante e a jusante da cascata, encontram-se lagoas naturais de águas cristalinas, conhecidas como "piocas", que, em dias de calor, convidam a banhos refrescantes.

Durante o percurso é também possível testemunhar a mudança das paisagens ao longo das margens do rio Olo e atravessar várias aldeias de montanha.

Com início e fim na aldeia de Ermelo, este belíssimo trilho atrai milhares de visitantes todos os anos e reúne o melhor das regiões do Douro, do Minho e de Trás-os-Montes. As alturas do ano mais indicadas para percorrer este percurso circular são a primavera e o outono.

> Ponto de partida: Ermelo
> Ponto de chegada: Ermelo
> Distância: 12,4 km
> Dificuldade: alta
> Duração: 4h30

4. Caminho do Monge (Sintra)

Inserido na bela Serra de Sintra, no Parque Natural de Sintra-Cascais, Património Mundial da Humanidade, este trilho leva os visitantes a conhecer o Tholos do Monge, uma sepultura coletiva pré-histórica virada a norte e que aproveita uma depressão natural do granito.

O percurso tem início junto ao Convento de Santa Cruz dos Capuchos, fundado no século XVI por frades franciscanos. O trilho do Caminho do Monge sobe por entre a vegetação da serra e passa por locais como a Memória dos Soldados. Este ponto marca o local onde 25 soldados morreram quando combatiam o grande incêndio de 1966.

No ponto mais alto do percurso, a 491 metros de altitude, encontra-se, além da sepultura, uma pirâmide geodésica. Em dias de céu limpo, pode observar-se o Cabo Espichel, em Sesimbra. Depois, é descer e voltar ao ponto de partida. O Tholos do Monge é, com certeza, um dos locais mais encantadores que Sintra tem para oferecer aos seus visitantes.

> Ponto de partida: Convento dos Capuchos
> Ponto de chegada: Convento dos Capuchos
> Distância: 4,5 km
> Dificuldade: baixa
> Duração: 1h45

5. Entre Montes (Faial - Açores)

Situado na cidade da Horta, na ilha do Faial, o trilho Entre Montes desenrola-se entre dois vulcões, o Monte da Guia, de formação submarina, e o Monte Queimado, de formação terrestre. Inaugurado em 2016, é o primeiro percurso sinalizado de trail running dos Açores. Demora cerca de uma hora e meia a percorrer e não apresenta grande dificuldade, sendo uma adaptação de um caminho pedestre já existente.

É um trilho circular, que começa e termina junto ao parque de estacionamento da praia do Porto Pim. O percurso passa por alguns miradouros, como o da Lira, onde de um lado da margem se vê a baía e do outro o forte de São Sebastião. Ao longo do caminho, é possível ver também algumas fortificações de proteção marítima dos séculos XVI e XVII.

Devido à existência dessas fortalezas, o local foi batizado de Porto Pim (topónimo flamengo que significa Porto Seguro). Neste porto, existem dois pontos de interesse: um aquário com as espécies mais comuns do mar dos Açores e a casa dos Dabney.

> Ponto de partida: Praia do Porto Pim
> Ponto de chegada: Praia do Porto Pim
> Distância: 3,4 km
> Dificuldade: baixa
> Duração: 1h30

6. Aldeia de Drave (Arouca)

O grande objetivo de quem calcorreia este trilho é descobrir a abandonada "Aldeia Mágica" de Drave. Situada numa cova entre as serras de São Macário e da Freita, é uma das povoações mais belas e serenas da Europa.

Para chegar à Aldeia de Drave, é preciso subir à montanha e depois descer ao fundo do vale, num total de quatro quilómetros. Mas vale a pena o esforço. A recompensa é uma aldeia com muitos séculos de História, num estado (quase) intocável e puro, rodeada de altos muros de pedra. As casas construídas em xisto destacam-se na paisagem. Em dias de calor, a ribeira de palhais, que atravessa a aldeia, é um convite tentador a banhos.

Mas o percurso tem mais para oferecer. Logo no início, existe um ponto de interesse: a aldeia de Regoufe, onde existem as antigas minas de volfrâmio da II Guerra Mundial.

> Ponto de partida: Regoufe
> Ponto de chegada: Drave
> Distância: 4 km
> Dificuldade: baixa
> Duração: 3h00

7. Cidade da Calcedónia (Gerês)

Um dos principais pontos de interesse deste trilho é o penedo da Calcedónia, muito conhecido pela fenda que o atravessa e que conduz ao seu topo. A maior dificuldade do trilho da Cidade da Calcedónia é, precisamente, atravessar esta fenda.

É aconselhável fazê-lo com a ajuda de um guia, uma vez que a fenda é apertada e só permite passar uma pessoa de cada vez. A sua travessia não é recomendada a pessoas com claustrofobia. Quando se chega ao topo do penedo, a vista sobre a Serra do Gerês recompensa o esforço.

Junto ao penedo da Calcedónia é possível visitar o que resta de um povoado fortificado da Idade do Ferro, mais tarde ocupado pelos romanos. Daí a designação "Cidade da Calcedónia".

> Ponto de partida: Lugar do Calvário (Covide)
> Ponto de chegada: Lugar do Calvário (Covide)
> Distância: 7km
> Dificuldade: média a alta
> Duração: 4h30

Trilhos: cuidados a ter

> Vestir roupa e calçado confortável;
> Levar água;
> Utilizar bastões de caminhada em alguns percursos;
> Colocar protetor solar e chapéu para trilhos mais expostos ao sol;
> Fazer um seguro de acidentes pessoais: descubra a solução que a Tranquilidade tem para si.

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